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terça-feira, 29 de maio de 2012

Bauhaus - Go Away White [2008]


É sempre com muito respeitinho que se toca no primeiro álbum de estúdio desde há 25 anos de uma banda que influenciou toda a música alternativa desde os anos 80 e que com todo o mérito alcançou (porque não dizê-lo assim?...) um lugar no panteão de verdadeiros Deuses do gótico.

E como a reverência acarreta medo, e as experiências de reencontros muitas vezes trazem consigo a mais profunda desilusão, foi com receio que me pus a ouvir "Go Away White", álbum lançado este ano pela formação original dos Bauhaus. Depois da já longa e frutífera carreira a solo de Peter Murphy e das diversas aventuras dos restantes, mais ou menos bem sucedidas, desta reunião era de esperar tudo.

Vou ser franca, curta e incisiva. Fomos muito mimados com os discos precedentes. A originalidade já não mora aqui como nos anos 80. Mas a alma dos Bauhaus renasce das cinzas (afinal mais viva do que "undead") e relembra-nos nitidamente porque é que os Bauhaus são os Bauhaus e nenhuma banda, nem os os seus membros a solo, a conseguiram jamais suplantar. Ouvir este disco dá arrepios, como se tivéssemos acabado de descobrir um álbum inédito dos tempos áureos, uma gravação perdida no sotão e publicada apenas a título póstumo. Nada disso. É mesmo o aqui e o agora.

Ao contrário do que possa parecer pelo título da faixa de abertura, "Too Much 21st Century", nota-se bem o passar dos anos e a sua influência musical em Peter Murphy, Daniel Ash, David J e Kevin Haskins. Às vezes nota-se até demasiado. (Peter Murphy tem-se virado cada vez mais para o mainstream. Devia tê-lo deixado à porta mas deixou-o entrar. À esquina de cada tema encontramos uma suavidade, um acorde, um cliché que não devia lá estar.) O que era uma sonoridade original e desarmante nos anos 80 é agora um fantasma reflectido no espelho das suas próprias singularidades. Bauhaus iguais a eles próprios. Quem esperava que este álbum fosse tão vanguardista como os Bauhaus que conhecemos em "In the Fat Field" não vai encontrar aqui o salto sobre a fasquia que se esperava deles: que fossem de novo a "vanguarda" (e não é inocentemente que escolho esta palavra), 30 anos ou um século à frente. Não, isso não está em "Go Away White". O que está é um conjunto de temas que vai deliciar qualquer verdadeiro amante de Bauhaus, seja da velha guarda ou da nova geração. Este é mesmo um álbum para açambarcar.

Sim, os Bauhaus não foram uma alucinação da nossa desidratação musical. Sim, eles juntos são mesmo geniais. Sim, é pena que tenham anunciado que não vai haver mais nenhum disco nem digressão promocional. Sim, eles vivem! Sim, os Bauhaus estão de volta e estão aqui.

FONTE: Gotikka

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Download: Go Away White

sexta-feira, 20 de abril de 2012

The Sisters of Mercy - Vision Thing [1990]

As constantes mudanças de formação fizeram com que a banda Sisters of Mercy, após o lançamento de seu primeiro álbum, ficasse mais conhecida como um projeto do vocalista Andrew Eldritch do que como uma banda de verdade. Mesmo assim o material produzido pelo "projeto" nos seus três álbuns oficiais até hoje soa significativo. Ao lado do guitarrista alemão Andreas Bruhn, do baixista Tony James (ex-guitarrista do Sigue Sigue Sputnik e ex-baixista do Generation X) e do guitarrista Tim Bricheno, Eldritch gravou "Vision Thing": um retorno à orientação musical baseada nas guitarras e no rock. O disco, politizado desde o título (que remete às práticas políticas dos Estados Unidos) trouxe a banda de volta ao "olho do furacão": "Doctor Jeep", "Vision Thing" e "Detonation Boulevard" mostravam que a banda ainda tinha o que mostrar. Porém, como nada é simples, logo de início planejaram uma excurssão ao próprio Estados Unidos onde se apresentariam ao lado dos rappers do Public Enemy!!.

É claro que isso podia não acabar bem e várias cidades preferiram não agendar apresentações antevendo o pior. Isso desgastou a imagem da banda junto à WEA que decidiu não mais distribuir seus materiais na América do Norte. Aos poucos a banda foi desfazendo-se: primeiro Tony James deixou os baixos a cargo do indefectível "Doktor Avalanche"; depois foi a vez de Tim Bricheno ser substituído por Adam Pearson. Com ele, os últimos registros da Sisters of Mercy foram "Some Girls Wander By Mistake", de 92 - uma compilação contendo os primeiros singles independentes da badna -, e "A Slight Case of Overbombing", de 93 - uma compilação de grandes sucessos. Em dezembro de 93 Andrew Eldritch decretou o falecimento da Sisters of Mercy.

http://estranhomundodemary.blogspot.com.br/2009_05_01_archive.html
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Download:Vision Thing

domingo, 25 de março de 2012

The Mission U.K. - Children [1988]

Terceiro disco do The Mission lançado em 88. Mostra um certo amadurecimento no som da banda e está junto ao primeiro trabalho como um dos melhores da carreira, após Children, eles experimentam outras sonoridades e passam a fazer trabalhos mais comerciais, na leva dos maiores sucessos da época. 

Beyond The Pale


Fabienne


YM
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