Well... Ressuscito o blog do eu sozinho agradecendo as mais de 5500 visitas ao longo de seis meses. Embora apenas 2 visitantes tenham comentado as minhas postagens - Um amigo e um "Spam". (se bem que desconfio que o "amigo" era spammer).
Putos.
Eis o trabalho mais subestimado desse mítico artista inglês chamado Tricky. Estranho, sombrio e indiscutivelmente alternativo em todos seus trabalhos pré-"Blowback", chega com esse disco um ano após o marcante e ensolarado Blowback, de 2002.
Abarrotado de críticas negativas e positivas sobre os novos rumos da carreira, Tricky põe a prova o seu talento e seu dinamismo musical em mais um vulnerável disco.
Vulnerável as críticas negativas e vulnerável também a paixão dos seus simpatizantes.
"Neste álbum, eu parei de esconder, e eu estou permitindo que as pessoas para ver os lados diferentes do meu verdadeiro eu."
"Nearly God" é o título do seu segundo trabalho de estúdio lançado em 1996, um ano após o estardalhaço de Maxinquaey. O nome do disco vem de uma entrevista onde lhe fizeram a seguinte pergunta: "Então, como é a sensação de ser Deus... bem, quase Deus.", pergunta até conveniente a julgar pela excelente estreia do ex-integrante do Massive Attack que deu nome a uma geração inteira graças a um único disco. Composto de participações do nível de Bjork, Neneh Cherry e a sua musa inspiradora, Martina Topley-Bird, Tricky assegura o posto de Deus do trip-hop e gênio da música britânica dos anos 90.
Destaques para "Tattoo", cover do Siouxsie and the Banshees, "Black Coffee" e "I Sing For You".
YM
PS: Disco pra ouvir naqueles momentos especiais. Pegue o fone de ouvido, dê o play e hiberne.
O Tricky foi uma das maiores surpresas que tive em termo de música nesses últimos tempos, lendo uma coisa aqui outra ali (sempre com o Blue Lines ou Protection atracado na orelha) e com uma dose de curiosidade e outra de receio. Será que vou gostar? "Olha que cara estranho, feio e fumacento HAHA. Acho que o 3D chutou ele do Massive Attack por isso". Crasso engano.
Um artista genial, chuta mesmo o que tem dentro de si para as letras e batidas que compõe/produz/canta/dança/atua etc. Completo e talentoso, mesmo sem a fama merecida. Se bem que talvez ele nunca quisesse essa "fama" e foi que isso norteou boa parte dos seus trabalhos desde o aclamado "Maxinquaye", sempre renovando com discos completamente atípicos musicalmente (e absurdamente criativos) e diferentes um dos outros. Esse é o Tricky para os fãs e simpatizantes.
Agora o Tricky pra crítica especializada é bem controverso, na verdade essa crítica especializada foi a mesma que o exaltava no seu primeiro disco, aquele marco da música dos anos 90, cuja classificação deu nome e rótulo a tantos outros grupos de Bristol tal qual o mesmo Massive Attack que o revelou ao mundo. O Trip-Hop nasceu do ventre de Tricky? não! talvez venha daí a vontade de variar tanto em seu repertório e experimentar novas sonoridades em seus discos (atitude tida como blasfêmia, irregularidade, excesso de maconha entre outras asneiras).
Uma prova disso é o Blowback, de 2001, um trabalho "ensolarado" e diferente de tudo que se viu antes, durante e depois do MaxinQuaye. Do alternativo underground e dark Tricky dos anos 90 ao superstar que toca com Anthony Kiedis, Alanis Morissete e outros nomes da musica POP. Mas peraí? o que houve com ele? cheirou muita maconha? tá se entregando ao sistema? tá traindo o movimento? - pensaram os mais ortodoxos. Não! é somente mais uma faceta deste incrível artista que eles não notaram ainda. Uma pena.
Bury the Evidence
Diss Never
Evolution, Revolution, Love
PS: Descobri mais sobre o disco meses depois que ter ouvido exaustivamente, são sobre as participações célebres que contam desde Cindy Lauper até uma versão irreconhecível de "Something in the Way", do Nirvana. Ótimo e imperdível!
Não tenho muitas palavras, ou pelo contrário, tenho. Só posso dizer que nunca ouvi coisa parecida, o conteúdo desse disco é uma mistura de tantas histórias e influencias que poucas vezes foi colocado em um só trabalho. O disco que é referencia a um estilo (mesmo não sendo o pioneiro do rítmo), o Trip-Hop, dado pela revista Mixmag nos anos 90.