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segunda-feira, 28 de maio de 2012

Massive Attack vs Mad Professor - No Protection [1995]


Lançamento só de remixes do álbum anterior, "Protection", produzido pelo DJ britânico Mad Professor em 1995. Trata-se de uma "reconstrução" com elementos do dub, uma releitura faixa por faixa.

"Mad Professor editou fortemente o material original para formar uma mistura lenta e pulsante em que a batida é enfatizada, reverb é amplamente utilizado e os vocais ocasionais (muitas das faixas são quase inteiramente instrumental) fade in-and-out na moda dub típico, fazendo um hipnótico, se ligeiramente repetitivo mistura,. O resultado é sem dúvida mais textura do que o original, mas perde qualquer sentido da sensação jazzy de "proteção". 

YM
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Download: No Protection

quarta-feira, 23 de maio de 2012

Massive Attack - Mezzanine [1998]

O post é especial, e não poderia ser diferente, ué? Estamos falando de uma das minhas bandas favoritas: Massive Attack.
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O mais famoso disco do Massive Attack, que até então ainda era um trio, quase meia década depois de "Protection". O disco é conhecido também por ser o último registro de Del Naja, Daddy G e Mushroom juntos.

Sem Tricky (que seguiu carreira solo), Shara Nelson e o crescente mal estar entre 3D e Mushroom acerca do processo de produção dos trabalhos seguintes, "Mezzanine" passa a ser cunhado sem grande parte da essência dos dois discos anteriores, menos experimental, porém, ainda diverso em todos os sentidos. A essa altura da carreira, o Massive Attack já não tinha o mesmo prestígio da crítica, julgando pela recepção fria e frustrante da imprensa britânica ao seu último trabalho, quatro anos atrás. Sem perder a classe e a originalidade, os caras fizeram um trabalho que une suavidade e peso do início ao fim, casamento perfeito entre as guitarras raivosas e a suavidade dos vocais de Beth Fraser, a nova colaboradora da banda.

Entre os destaques, estão "Angel", onde Andy acompanha uma viagem sem volta meio a uma atmosfera neurótica das batidas e guitarras distorcidas. Única!

Sensação única. 

"Teardrop" vira automaticamente um hit essencial pra quem gosta da banda, a mais famosa canção do trio, muitas vezes lembrada em séries de televisão como House e Prison Break. Canção que eu não consigo descrever com palavras. Tem um gosto especial por ser uma das primeiras que ouvi (faz tempo, muito tempo).

Perfeição.

"Man Next Door" é o poderio vocal de Horace Andy e a sua capacidade de impressionar. Letra simples e melodia arrastada, mas que cai bem no contexto geral do álbum.

Anestesia.

"Black Milk" é considerada a faixa mais dançante do disco. E mais uma vez, Fraser mostra a que veio. 

Suavidade.

"Group Four" é o produto da voz de Fraser e os gélidos sussurros de Del Naja em um momento de  interação psicodélica. Fraser sobre 3D, 3D sobre Fraser... Épico de oito minutos que dão o clímax perfeito ao álbum.


Extasiante.

Hipnótico, sussurrante e ao mesmo tempo enérgico, Mezzanine é a conclusão lógica do Trip-Hop, multifacetado e criativo que somente os mentores do estilo podem fazer. "Mezzanine" te leva a um plano superior ao longo de uma hora de contato com o que mais se aproxima da perfeição musical.

YM
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Download: Mezzanine
                 Mezzanine OP2

segunda-feira, 21 de maio de 2012

Tricky - Vulnerable [2003]

Well... Ressuscito o blog do eu sozinho agradecendo as mais de 5500 visitas ao longo de seis meses. Embora apenas 2 visitantes tenham comentado as minhas postagens - Um amigo e um "Spam". (se bem que desconfio que o "amigo" era spammer).

Putos.


Eis o trabalho mais subestimado desse mítico artista inglês chamado Tricky. Estranho, sombrio e indiscutivelmente alternativo em todos seus trabalhos pré-"Blowback", chega com esse disco um ano após o marcante e ensolarado Blowback, de 2002. 

Abarrotado de críticas negativas e positivas sobre os novos rumos da carreira, Tricky põe a prova o seu talento e seu dinamismo musical em mais um vulnerável disco. 

Vulnerável as críticas negativas e vulnerável também a paixão dos seus simpatizantes.

"Neste álbum, eu parei de esconder, e eu estou permitindo que as pessoas para ver os lados diferentes do meu verdadeiro eu." 

Tricky

YM
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Download: Vulnerable

domingo, 18 de março de 2012

Tricky - Nearly God [1996]

T
"Nearly God" é o título do seu segundo trabalho de estúdio lançado em 1996, um ano após o estardalhaço de Maxinquaey. O nome do disco vem de uma entrevista onde lhe fizeram a seguinte pergunta: "Então, como é a sensação de ser Deus... bem, quase Deus.", pergunta até conveniente a julgar pela excelente estreia do ex-integrante do Massive Attack que deu nome a uma geração inteira graças a um único disco. Composto de participações do nível de Bjork, Neneh Cherry e a sua musa inspiradora, Martina Topley-Bird, Tricky assegura o posto de Deus do trip-hop e gênio da música britânica dos anos 90. 

Destaques para "Tattoo", cover do Siouxsie and the Banshees, "Black Coffee" e "I Sing For You".

YM

PS: Disco pra ouvir naqueles momentos especiais. Pegue o fone de ouvido, dê o play e hiberne.  
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terça-feira, 13 de março de 2012

Massive Attack - Protection [1994]


Olá leitores e passantes!

Depois de muito "róquenrou" e variantes, hoje minha participação nesse tão eclético blog prestigia a e-music. O álbum em questão é o "Protection", primeiro do Massive Attack a chegar até as minhas mãozinhas ávidas, mas o segundo lançado pelo grupo. Primeiro, uma imprescindível introdução aos leitores sobre a história que precede a obra. Robert del Naja, um dos dois integrantes atuais do Massive Attack, foi um dos responsáveis pelo surgimento do estilo musical chamado trip hop, na década de 80 em Bristol, Inglaterra.

O trip hop foi uma "evolução" do house, levando praticamente as mesmas influências porém em formato downtempo, ao contrário do papai house. No caldeirão inglês que misturava Tricky, Massive Attack e Portishead no final dos anos 80 e início dos 90 foi criada uma iguaria sofisticada e temperadíssima, levando muitas porções de acid jazz, dance, hip hop e até rock psicodélico e reggae. Nada mais adequado para nomear tal estilo musical do que um adjetivo que remeta à viagem.

E é exatamente disso que é feito o álbum de 1994 do Massive Attack. Uma genuina viagem por emoções e sensações musicais envolventes e elegantes. Porém, eu diria que a viagem proporcionada por "Protection" leva o ouvinte não à outro lugar ou dimensão, mas a outro estado psicológico, outra percepção de suas próprias emoções. Muita dessa viagem real e carnal que o disco traz deve-se à magnífica participação de Tracey Thorn, integrante do grupo inglês Everything But the Girl (certamente resenhado por mim em breve). Os vocais de Tracey são dramáticos e únicos, os falcetes são quase gemidos e sua voz consegue carregar toda a densidade do som dos instrumentos e batidas que a acompanham.

Na faixa de abertura, que leva o mesmo nome do disco, Tracey fala ao ouvinte como uma mãe, um ente próximo, que tenta se aproximar dele e realmente protegê-lo. A sensação causada por "Better Things", outra faixa que conta com os vocais de Tracey, traz praticamente a mesma sensação, só que de maneira um pouco mais sexual do que em "Protection". "Karmacoma", um dos hits do álbum, tem o mérito da participação ilustre de Tricky. A música leva uma batida étnica que parece africana, extremamente orgânica. Os vocais não muito marcantes de 3D me parecem propositais, para manter uma certa neutralidade ao combinados com o ritmo quase de umbanda.

Já "Three" é interpretada por Nicolette, cujo timbre tem um estilo indiano, que se repete em "Sly". Ambas tem batidas mais psicodélicas e fluidas, com instrumentos de sopro e batidas de percussão secas, conferindo um tom épico ao som. Essas duas, eu diria, caberiam perfeitamente em qualquer trilha dos filmes do David Lynch. "Weather Storm" é toda instrumental, e poderia ser perfeitamente uma melodia da Sade ou do George Michael, que eu particularmente adoro, mas são musicalmente um tanto quanto "pobrinhos". Portanto, essa na minha opinião é a faixa que mais deixa a desejar, com essa aura oitentista brega e rasa, sexy beirando o cômico.

Na seguinte, "Spying Glass", o reggae predomina, com pitadinhas soturnas dos sintetizadores e dos vocais super peculiares de Horace Andy, que ora soam como um extraterrestre, ora como um personagem de "Senhor dos Anéis", ora como um doente terminal de alguma doença pulmonar. Andy também interpreta uma versão reggae extraterrestre dos anéis pulmonares AO VIVO de "Light My fire", que é engraçadinha, mas herege por reinventar tal clássico do Doors. Em "Eurochild" os vocais de 3D, aka Robert Del Naja, estão mais marcantes e envolventes, em uma das músicas mais puramente psicodélicas e "trippy" do disco, na minha opinião. Carregada de emoções, mas sem o tom tão dramático e cadenciado de Tracey, a viagem de "Eurochild" não traz tanta segurança ao ouvinte como em "Protection", por exemplo.

Já "Heat Miser" é instrumental e agonizante. O solo de piano do início, rápido e agudo, dá a impressão de uma vinheta de seriado médico. Mas a agonia começa de fato com um som de respiração artificial, induzida por aparelhos. Logo em seguida o piano fica mais dramático e a agonia se intensifica sem ter fim ou alívio.

Cada faixa do disco merece atenção especial, porém, eu destacaria as duas interpretadas por Tracey Thorn, que tem um dos vocais mais peculiares e emocionantes dentre todos os vocais femininos brancos que eu já ouvi (e olha que vocais femininos são uma especialidade dessa que vos fala). Me lembro nitidamente da primeira vez que ouvi "Protection", na jukebox de um bar aqui de Curitiba. A voz da Tracey ecoando pelo bar, envolvendo o ambiente, deixando a atmosfera confortável e protegida, literalmente. Você sempre estará seguro explorando seu próprio território.

Todo o dia um disco/ Protection

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Download: Massive Attack - Protection

Março... Esmagado entre compromissos e uma virose implacável. Escassez de postagens, desculpem.

domingo, 5 de fevereiro de 2012

Tricky - Blowback [2001]


O Tricky foi uma das maiores surpresas que tive em termo de música nesses últimos tempos, lendo uma coisa aqui outra ali (sempre com o Blue Lines ou Protection atracado na orelha) e com uma dose de curiosidade e outra de receio. Será que vou gostar? "Olha que cara estranho, feio e fumacento HAHA. Acho que o 3D chutou ele do Massive Attack por isso". Crasso engano.

Um artista genial, chuta mesmo o que tem dentro de si para as letras e batidas que compõe/produz/canta/dança/atua etc. Completo e talentoso, mesmo sem a fama merecida. Se bem que talvez ele nunca quisesse essa "fama" e foi que isso norteou boa parte dos seus trabalhos desde o aclamado "Maxinquaye", sempre renovando com discos completamente atípicos musicalmente (e absurdamente criativos) e diferentes um dos outros. Esse é o Tricky para os fãs e simpatizantes.

Agora o Tricky pra crítica especializada é bem controverso, na verdade essa crítica especializada foi a mesma que o exaltava no seu primeiro disco, aquele marco da música dos anos 90, cuja classificação deu nome e rótulo a tantos outros grupos de Bristol tal qual o mesmo Massive Attack que o revelou ao mundo. O Trip-Hop nasceu do ventre de Tricky? não! talvez venha daí a vontade de variar tanto em seu repertório e experimentar novas sonoridades em seus discos (atitude tida como blasfêmia, irregularidade, excesso de maconha entre outras asneiras). 

Uma prova disso é o Blowback, de 2001, um  trabalho "ensolarado" e diferente de tudo que se viu antes, durante e depois do MaxinQuaye. Do alternativo underground e dark Tricky dos anos 90 ao superstar que toca com Anthony Kiedis, Alanis Morissete e outros nomes da musica POP. Mas peraí? o que houve com ele? cheirou muita maconha? tá se entregando ao sistema? tá traindo o movimento? - pensaram os mais ortodoxos. Não! é somente mais uma faceta deste incrível artista que eles não notaram ainda. Uma pena.
Bury the Evidence
Diss Never
Evolution, Revolution, Love

PS: Descobri mais sobre o disco meses depois que ter ouvido exaustivamente, são sobre as participações célebres que contam desde Cindy Lauper até uma versão irreconhecível de "Something in the Way", do Nirvana. Ótimo e imperdível!

YM
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domingo, 8 de janeiro de 2012

Thievery Corporation - The Cosmic Game [2005]

O Thievery Corporation com certeza faz parte daqueles músicos (embora nem eles mesmo se considerem músicos) que encantam com trabalhos bem feitos, agradáveis e, surpreendentes, é nessa leva que posto Cosmic Game de 2005, um trabalho cheio de participações especiais e a conhecida criatividade dessa dupla que culmina em um disco agradável e eclético. Destaques para as faixas... todas! pode ser? 
A primeira música que ouvi é esta que está abaixo, mais lembranças das saudosas madrugadas da MTV de 2005. Bela música, bela voz e um belo clipe também.
The Time We Lost Our Way...

YM
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Download: Thievery Corporation - The Cosmic Game  CORRIGIDO CORRIGIDO²

domingo, 4 de dezembro de 2011

Tricky - Maxinquaye [1995]


Não tenho muitas palavras, ou pelo contrário, tenho. Só posso dizer que nunca ouvi coisa parecida, o conteúdo desse disco é uma mistura de tantas histórias e influencias que poucas vezes foi colocado em um só trabalho. O disco que é referencia a um estilo (mesmo não sendo o pioneiro do rítmo), o Trip-Hop, dado pela revista Mixmag nos anos 90.


O álbum de estreia de Tricky é uma dádiva para os ouvidos.
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Download
http://www.mediafire.com/?wehnu1aqmnx
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